domingo, 11 de dezembro de 2011

ESPAÇO DO POVO - Ano II – Nº 027 – 11 de dezembro de 2011


UM SACO CHEIO para todos, são nossos melhores desejos neste final de ano. Cheio de votos. Votos de paz, votos de felicidades, votos de muito dinheiro no bolso e saúde prá dar e vender, votos de fraternidade e, como é natural, muitos votos nas urnas nas eleições de 2012. Votos para que no próximo ano, quando a população da cidade irá mais uma vez, eleger seus representantes, o faça com sensatez e equilíbrio, decidindo à luz das propostas que as várias correntes políticas irão apresentar.  Os caminhos estão claros. Há dois para escolher. Um deles – o repeteco – que será manter tudo o que se tem visto e vivido, nos últimos trinta anos. O outro – a renovação – que será eleger sangue novo, tanto para o poder executivo, quanto para o poder legislativo.

COZINHANDO O GALO – No Brasil, dezenas de políticos bons de votos estão na corda-bamba, sem poder expor abertamente suas intenções em ser candidatos a alguma coisa em 2012. Até que a Justiça se defina quanto à clara aplicação no próximo pleito, da chamada Lei da Ficha Limpa, ficam cozinhando o galo ao gosto do cliente. Enquanto eles não têm certeza se poderão ser ou não candidatos à luz de liminares, oferecem o prato a vários clientes. Praticam o jogo duplo, incensando por um lado, o sistema que os mantém no poder, e pelo outro, aqueles com expressão eleitoral para ocupar seus espaços.  Atitude inteligente, pois se ficarem impedidos de concorrer, não ficarão fora do processo. Afinal, apoiando eventuais adversários que venham ser vitoriosos, irão somar créditos para suas sobrevivências políticas a médio e longo prazo. Não sejamos ingênuos. Conveniências à parte, tais ligações não deixam de ser perigosas. A excessiva proximidade entre forças contrárias, sendo uma delas detentora de algum mandato, abre brechas na retaguarda da outra. Ainda mais quando esta se deixa seduzir pelo prometido apoio, achando que está por cima da carne seca. Já diziam os antigos que prudência e água benta não fazem mal a ninguém.

ABRINDO OS OLHOSPalavra dada deve ser palavra empenhada. Quem vive na política sabe que não é assim que as coisas acontecem, na maioria das vezes. Não devemos julgar os outros por nós mesmos, achando que todos tenham os mesmos princípios e os mesmos valores. Não se pode acreditar piamente na conversão de pecadores convictos. Somos humanos. Ai daqueles que, na dura caminhada em busca da perfeição, não tenham reincidido muitas vezes, em erros do passado. O uso do cachimbo entorta a boca. E o que mais temos – e vemos – são bocas tortas olhando em nossos olhos, afirmando isso e aquilo e que, em pouquíssimo tempo e ao sabor de suas conveniências, agem de forma oposta a tudo quanto disseram. Com tietagens fora de hora, é preciso ficar na cô-có e de olhos bem abertos. Bestas são os que acreditam.

ENGANAÇÃO
Cabe aos políticos-candidatos não se deixarem iludir pelas aparências, indo sempre aos mesmos lugares onde sabem serem os preferidos. Devem centrar esforços para visitar redutos nos quais seus adversários têm melhor performance. É lá, justamente lá, que devem expor suas idéias e ideais de forma franca, sem necessidade de ficar metendo o pau, em quem quer que seja. Assim, irão conquistar novos adeptos. Ficarem sempre paparicando onde são bem votados e tomando isto como medida de sua caminhada, é se enganarem a si mesmos. Os bons candidatos novos, aqueles que de fato aspiram a vitória, fazem suas pesquisas para poderem confrontá-las com as apresentadas pelos concorrentes. Estes, algumas vezes, adotam a estratégia de manipular os dados, afirmando que os adversários estão na cabeça da pule. Assim induzem os pobres coitados a acreditar que estão nadando de braçadas, com a eleição assegurada. Em consequência, ficam sempre no mesmo rame-rame, não visitam onde devem visitar e acabam perdendo a eleição.

A Lei de Acesso a Informações Públicas e a que cria a Comissão Nacional da Verdade foram sancionadas dia 18 de novembro. Para a presidenta Dilma Rousseff, a nova legislação é um dos marcos civilizatórios da história do Brasil, como o foram a criação das leis trabalhistas em 1943 e a promulgação da Constituição de 1988.  A lei vai permitir que todos os brasileiros consultem documentos e informações produzidos por todas as esferas da administração pública, nas três instâncias dos poderes Executivo, Judiciário e Legislativo. As entidades que recebem recursos públicos também terão que dar transparência a seus dados. No prazo de seis meses, cada órgão vai ter que publicar em sua página na internet, informações completas sobre sua atuação, como contratos, licitações, gastos com obras, repasses ou transferências de recursos.  A Comissão da Verdade vai apurar violações aos direitos humanos ocorridas entre 1946 e 1988, a exemplo de experiências semelhantes de mais de 40 países em todo o mundo. “É fundamental que a população, sobretudo os jovens e as gerações futuras, conheçam nosso passado, principalmente o passado recente, quando muitas pessoas foram presas, foram torturadas e foram mortas”, discursou a presidenta. “A verdade sobre nosso passado é fundamental para que aqueles fatos que mancharam nossa história nunca mais voltem a acontecer”.

JÁ RAIOU A LIBERDADE
Pelo que se ouve nos quatro cantos da cidade, já raiou a liberdade, já raiou a liberdade no horizonte de São Gonçalo dos Campos. Todavia, para que ela brilhe em 2012, trabalhar é preciso. Há muitos partidos que não querem que o sol dos sempre os mesmos, continue nos iluminando. Suas lideranças, em geral, estão quietas, caladas, na moita, em ti-ti-ti de bastidores. Seus silêncios se inserem na maioria silenciosa da população que é quem, de fato, decide as eleições. Estão observando o soprar dos ventos, aguardando o despontar de um novo nome que conquiste as mentes e corações e possa virar o jogo. Até mais ou menos abril do ano que vem, as coisas continuarão assim. Os partidos que têm anunciado pré-candidatos a prefeito, que acreditam em um novo sol, prosseguirão seus esforços para afirmarem-se perante a opinião pública. Farão suas próprias pesquisas. Depois, será hora de conversarem, quando cada qual colocará suas cartas na mesa. Havendo dúvidas, farão uma pesquisa conjugada. Será pau e casca. Fulano na cabeça e beltrano na vice. Quando se trabalha, olhando o futuro, com os pés no chão e a cabeça no lugar, bate-se o martelo com a maior facilidade. Assim, em outubro de 2012, elegeremos novo governo e nova Câmara, pluripartidários – o sol da liberdade – iluminando todos nós.

RABO PRESO Em 2008 o povo de Conceição da Feira soube atestar sua insatisfação com a Câmara de Vereadores daquela cidade. De seus nove vereadores candidatos à reeleição, apenas um foi vitorioso. O povo de lá entendeu que é necessário dar oportunidade a novos nomes. O povo daqui, entretanto, vive um repeteco de fazer dó. Quem teve dois, três ou mais mandatos na Câmara, teve tempo de sobra, para mostrar do que é capaz. Então, por que ficar sempre batendo na mesma tecla? Há que se dar oportunidade a novos nomes, sejam homens, sejam mulheres. A rotação do poder é saudável e democrática. O povo elege, o povo tira. Está mais do que na hora dele entender a necessidade de renovação. Os que aí estão já mostraram para o que vieram. Os novos nomes – de qualquer partido, principalmente dos partidos da esquerda – poderão ser gratas revelações. É claro que estamos falando dos que não têm rabo preso com senhor nenhum.

PT-PMDB - Quando vigorava  a chamada verticalização, somente alianças partidárias a nível nacional, poderiam ser reproduzidas nas esferas do estado e do município. Quem não aprecia o balaio de gatos em que a política se transformou, entende que a antiga medida impunha uma disciplina hierárquica, difícil de ser engolida pelos coronéis. Suas majestades ainda pintam e bordam em seus redutos o que, em certos casos, chega a impedir o entendimento. Vejamos o caso da aliança PT-PMDB. Em nível nacional andam unidos há vários anos. Na Bahia andaram juntos, depois se separaram. Em São Gonçalo estiveram em campos opostos em 2008. O prefeito Antônio Dessa Cardozo se elegeu pelo PMDB. Tendo ido de mala e cuia para o novo PSD, para ficar mais próximo do governo estadual, arrastou consigo 5 edis. O PMDB que elegera 3 vereadores acabou ficando apenas com o vereador Lucivaldo Oliveira. Este, por sua vez, arregaçou as mangas, assumiu o comando do partido, passando inclusive a publicar um informativo, já na 6ª edição. Bom para a democracia seria, se todos os partidos assim agissem. A imprensa partidária esclarece a opinião pública, baliza comportamentos e faz entender que partidos são partidos, candidatos são candidatos. Estes tanto melhores serão, quanto mais se identificarem e atrelarem a seus respectivos partidos, para que não venham se transformar em mais um bosta n’água, dos muitos que vivem na política. Voltando ao PMDB são-gonçalense, nossos cumprimentos pelo trabalho de comunicação que ora vem desenvolvendo.


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