terça-feira, 19 de julho de 2011

ESPAÇO DO POVO - Ano II – Nº 019 – 23 de julho de 2011

SÃO GONÇALO DOS CAMPOS NOS ANAIS
DA CÂMARA FEDERAL

O deputado federal EMILIANO JOSÉ (PT/BA) manifestou-se na Câmara Federal acerca dos 127 anos de emancipação política de nossa cidade. Eis a íntegra de seu discurso:

Senhor presidente, senhoras e senhores deputados,

No próximo dia 28 de julho o município de São Gonçalo dos Campos, no recôncavo baiano, estará completando 127 anos de emancipação política.

Sua origem remonta ao inicio do século XVIII, com o aparecimento de uma imagem de São Gonçalo na área denominada Campos da Cachoeira, onde foi construída então uma capela com o nome de São Gonçalo do Amarante, em torno da qual se formou um arraial de jesuítas e nativos.

O município criado então, com os territórios das freguesias de São Gonçalo dos Campos da Cachoeira e de Nossa Senhora do Resgate das Umburanas, que foram desmembrados de Cachoeira pela Lei Provincial de 28.07.1884, chamando-se então São Gonçalo dos Campos. Em 1931, teve o nome simplificado para São Gonçalo, mas em 1943 retomou a denominação atual.

Para se fazer justiça histórica, é preciso que se destaque que a velha vila de Nossa Senhora do Rosário do Porto de Cachoeira na Bahia, às margens do Rio Paraguaçu, primeiro grande entreposto e ponto de partida das riquezas do sertão rumo a Salvador, com seus saveiros singrando as águas da Bahia de Todos os Santos, com seu casario colonial escorrendo morros abaixo, foi a cidade-mãe de incontáveis municípios do recôncavo baiano.

De suas terras nasceram, entre outras, as cidades São Félix, Muritiba, Cabaceiras do Paraguaçu, Feira de Santana, Conceição da Feira, Santo Amaro, Conceição do Jacuípe, Antônio Cardoso, São Gonçalo dos Campos. Todas herdeiras, quando emancipadas, das culturas da cana, do tabaco, da  mistura tão baiana entre a fé cristã e os cantos aos orixás.

São Gonçalo dos Campos, que no próximo dia 28 aniversaria, surgiu então como ponto de parada dos tropeiros que partiam de Cachoeira em direção ao ouro da região de Jacobina. Assim, o pequeno arraial que se formara ao redor de um velho engenho de açúcar e uma capela, fora o embrião da atual cidade.

Diversos filhos seus participaram da epopéia libertadora do jugo português em 1823.

Líderes políticos são-gonçalenses assinaram a histórica ata da Câmara de Cachoeira, quando a 25 de junho de 1822, proclamaram o regente D. Pedro de Alcântara, Defensor Perpétuo do Brasil, evidenciando a sua adesão ao movimento de independência, o que lhes custara um intenso bombardeio por uma embarcação canhoneira portuguesa, ancorada no Rio Paraguaçu.

São Gonçalo dos Campos é terra cuja população, graças às políticas públicas, investimentos, ações e programas do governo federal e do governo da Bahia, aos poucos se emancipa da subserviência ditada pelo ”coronelato” político dos sertões baianos.

Dotada de clima ameno, batizada como Cidade-Jardim, é dona de um parque arbóreo de fazer inveja a qualquer cidade do Brasil.

Em seu território estão os dois maiores abatedouros avícolas da Bahia e a maior fábrica de charutos do Brasil.

Contando com cerca de 32 mil habitantes, divididos quase igualmente nas áreas rural e urbana, suas terras-norte se interpenetram com as terras-sul de Feira de Santana. Tanto que, com a recente criação da Região Metropolitana de Feira de Santana, desta passou a fazer parte.

São novos os ares que oxigenam o visível crescimento de São Gonçalo dos Campos, cidade com a qual mantemos relações de amizade e fraternidade históricas. Por lá, sempre encontramos o abraço sincero de Hugo Carvalho, o gaúcho mais baiano de todo o recôncavo, companheiro de sonho e utopia, com suas incríveis histórias sobre charutos e suas fumaças mágicas. Neste contexto, outros baianos ilustres se destacam, como o meu companheiro Márcio Machado da Silva, popular Nengo. Lá, esperamos no próximo ano a grande vitória de Cláudio Luiz Vale dos Santos, o fulgurante Cacau, que com seu arrebatador carisma, tem mobilizado milhares de são-gonçalenses em prol das mudanças indispensáveis e urgentes que o município necessita promover.

Reafirmo minha alegria em participar de mais este aniversário de emancipação de São Gonçalo dos Campos. Convido a todos os senhores deputados a conhecer também este belíssimo pedaço da Bahia e de nossa história. O povo são-gonçalense nos aguarda para que possamos celebrar juntos os seus 127 anos de paixão pelas causas libertárias e populares.

Muito obrigado.

ECOS ELEIÇÕES 2010 - A análise das eleições para deputados em 2010 demonstra a força da militância petista são-gonçalense. Se não, vejamos. Luiz Alberto (deputado federal) foi votado em 360 municípios, São Gonçalo, em termos de votos, ficou em 6º lugar; Bira Coroa (deputado estadual) foi votado em 265 municípios, São Gonçalo foi o 12º município onde Bira Coroa foi mais votado; Emiliano José (deputado federal) foi votado em 392 municípios, São Gonçalo, em termos de votos, ficou em 16º lugar; Zé Neto (deputado estadual) foi votado em 391 municípios, São Gonçalo foi o 14º município onde Zé Neto foi o mais votado. Precisa dizer mais?

MARIA VAI COM AS OUTRAS   - A legislação eleitoral brasileira pressupõe a necessidade da existência de partidos. Não há candidaturas sem amparo de uma sigla. Assim sendo, é de se entender, à medida que os partidos assumam sua própria identidade, mais e mais os votos serão direcionados primeiramente às siglas partidárias e, num sobre-passo, aos cidadãos-candidatos propriamente ditos.  Por ora, além de completa inversão do processo, o que assistimos é um imenso descrédito quanto aos partidos em geral. Vota-se em nomes e não em ideologias. São os “votos fulanizados”, com total desconhecimento dos princípios ideológicos que deverão reger as futuras ações dos que forem eleitos. Tal é uma das razões pelas quais o PT defende, na Reforma Política, os votos em listas fechadas. Assim os partidos terão condição de, entre seus filiados, postular as candidaturas dos identificados com os princípios partidários, acabando com o risco de se eleger “Maria vai com as outras”. 

REGIÃO METROPOLITANA DE FEIRA DE SANTANA (RMFSA) - Muitos têm indagado – alguns até, com uma ponta de preocupação – se será bom para São Gonçalo dos Campos, fazer parte da RMFSA. É claro que sim, gente! Diversas das políticas públicas que, por compreensíveis razões, são dirigidas apenas para municípios maiores, passarão a beneficiar nossa cidade por fazer parte de uma região metropolitana. Querem exemplos? As ligações telefônicas interurbanas, entre os municípios da região, passarão a ser diretas. Teremos acesso ao programa habitacional de casas populares. As melhorias na BA-502 serão inevitáveis. O transporte coletivo deixará de ser intermunicipal. Os taxis de São Gonçalo poderão rodar nos municípios da região, sem as ameaças e as multas da AGERBA. E por aí, vai a coisa. É lógico que tudo isso não vai acontecer num passe de mágica. Mas que, mais dia, menos dia, vai acontecer, vai.
O Deputado Zé Neto durante a sessão da Assembléia Legislativa que aprovou a RMFSA rebatendo as críticas quanto ao número de cidades envolvidas (seis), lembrou a estratégia da zona de expansão já incluída no projeto. “Feira de Santana tem que comemorar, nós estamos caminhando com os pés no chão. Aprendi na política, e tenho aprendido cada dia mais, que é melhor dar às pessoas a realidade”, afirmou.

É BOM SABER - Já foi dito – nada custa repetir – ser o PT um partido diferente e que a população tem consciência disto. Aos diretórios municipais compete sintonia com os escalões superiores. Só assim se pode ganhar a política. Por tal razão, pronunciamentos de nossos deputados, de nossos ministros e dos comandos partidários, nacional e estadual, balizam o elo condutor de nossas ações. Quem os lê e os interpreta, entenderá nossa posição quanto a vários temas e poderá acompanhar o andar da carruagem.
A seguir reproduzimos alguns de tais pronunciamentos.



De Rui Costa, deputado federal do PT, sobre a pressa em se saber os nomes petistas candidatos a prefeito: “É prematuro esse fechamento de questão, pois ainda estamos muito longe. Em setembro haverá um Congresso do PT que vai, inclusive, rediscutir os casos de disputa dentro do partido. Hoje, pelo estatuto, quando há duas pessoas querendo ser candidato se


faz uma prévia. Há teses que vão ser debatidas, que propõem que não sejam feitas mais prévias, por desgastar os candidatos que participam. Nenhum método de definição de candidatura ainda teve o martelo batido no PT. A partir de setembro, quando a regra do jogo tiver definida em nível nacional, nós vamos escolher uma data para definir o candidato interno e a partir dessa definição, aí sim, nós começaremos a afunilar esse debate”.

De Zé Neto, deputado estadual do PT, ao se referir ao vice-governador Otto Alencar, no evento da fundação do PSD em Feira de Santana:Otto Alencar tem sido um companheiro fiel ao governador Jaques Wagner e ao projeto político do Partido dos Trabalhadores, e que as adesões e desdobramentos das ações de Otto tem contado com o respaldo e apoio de Wagner”.

Ainda do deputado Zé Neto, na Audiência Pública que realizou para debater os problemas das BRs 101 e 116: “Na política não é o que você quer. É o que você pode”.

Do ministro César Peluso, presidente do STF, ao se referir à decisão permitindo manifestações públicas em favor da maconha: “O governo não pode proibir expressões verbais ou não verbais porque a sociedade as considera desagradáveis, ofensivas e destoantes do pensamento dominante. É preciso manter o debate permanentemente aberto.” 


Nenhum comentário:

Postar um comentário